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PLANALTINA: MP-GO acha R$ 70 mil em fundo falso na casa de monsenhor

Publicado por Redação na segunda-feira, 19 de março de 2018 | 17:45

O dinheiro estava dentro de um armário na residência do religioso que, junto com outros oito são acusados de desviar dízimos
(Foto: Reprodução/Vídeo)

Atualizada às 19:10

Cerca de R$ 70 mil foram encontrados escondidos em um fundo falso de um armário na casa do monsenhor Epitácio Cardozo Pereira, em Planaltina (GO), no Entorno do Distrito Federal durante operação "Caifás" deflagrada pelo Ministério Publico do Estado de Goiás (MP-GO) nesta segunda-feira (19).

Desde a madrugada, servidores, juiz, policias civil e militar cumprem mandados de prisão e apreensão em Formosa, Posse e Planaltina. O dinheiro, segundo os investigadores, pode ter sido desviado de dízimos pagos por fiéis da Igreja Católica.



O monsenhor está entre os nove presos na operação do MP-GO que ainda cumpriu 10 mandados de busca e apreensão. Os desvios vêm sendo feitos desde 2015, segundo os investigadores, e são calculados em mais de R$ 2 milhões. Teriam sido utilizados, segundo interceptações telefônicas, para comprar bens, como fazenda de gado e casas lotéricas. Tudo para fins particulares.



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O bispo de Formosa, Dom José Ronaldo, e quatro padres também foram presos. As investigações começaram após o Ministério Público ter recebido denúncias de fiéis que desconfiaram dos desvios. Entre as suspeitas, estava o fato de as despesas da casa episcopal de Formosa, onde o bispo mora, terem passado de R$ 3 mil para R$ 50 mil desde que Dom José Ronaldo assumiu o posto.

Foram apreendidas caminhonetes da cúria de Formosa em nome de terceiros, além de grande quantia de dinheiro em espécie, relógios e computadores. De acordo com o MP, os padres viviam sob constante intimidação por parte do bispo, que trouxe de São Paulo um juiz eclesiástico. Thiago Venceslau, um dos presos, participava de reuniões com os religiosos e os convencia a abafar o esquema, ainda de acordo com os investigadores.



Batizada de Caifás (pessoa que encaminhou Cristo para o julgamento), a operação contou com o apoio da Polícia Civil de Goiás. O MP identificou, inclusive, a produção de um um relatório com dados falsos para maquiar as contas da cúria. Porém, escutas do MP comprovaram que os desvios eram reais.

Bispo Dom José Ronaldo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
O promotor Douglas Chegury disse que ele denunciado pelo mesmo motivo quando estava em Minas Gerais.

"O bispo enfrentou esse mesmo tipo de problema e resistência lá na Diocese de Janaúba (MG). Então ele veio transferido de lá para cá e aqui ele implementou um esquema semelhante ao que ele operava lá", declarou.


Denúncia

Em dezembro de 2017, fiéis denunciaram que as despesas da casa episcopal de Formosa, onde o bispo mora, passaram de R$ 5 mil para R$ 35 mil desde que Dom José Ronaldo assumiu o posto, havia três anos.

"O que nós temos certeza é que as contas da cúria não fecham. Então, nós queremos a abertura pública das contas da cúria [administração da diocese] e dos gastos da casa episcopal", disse uma fiel, que preferiu não se identificar.

O grupo que contesta as contas informou que não recolheria o dízimo até que as medidas fossem atendidas. A diocese disse, na época, que o custo das 33 paróquias é de cerca de R$ 12 milhões por ano. Já a arrecadação, no mesmo período, é de R$ 16 milhões. O restante é destinado ao fundo de cada unidade.

A assessoria de imprensa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse à reportagem que aguardava informações completas da assessoria jurídica para se pronunciar sobre a operação que levou à prisão dos religiosos.

Segundo documento da 1ª Promotoria de Justiça de Formosa, a lista de investigados, para os quais foram solicitados mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, é formada por 11 suspeitos: Epitácio Cardozo Pereira; padre Waldson José de Melo; padre Moacyr Santana; padre Mário Vieira de Brito; Darcivan da Conceição Serracena; José Ronaldo Ribeiro; Duílio Rodrigues Menezes; Guilherme Frederico Magalhães; Antônio Rubens Ferreira; Pedro Henrique Costa Augusto; Edimundo da Silva Borges Junior.

Desses, Edimundo da Silva, Darcivan da Conceição e Duílio Rodrigues não foram presos, segundo o Ministério Público.


Com informações do Metrópoles / Correio Braziliense e G1/GO
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