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CIDADES: Vereador é preso suspeito de mandar matar radialista em GO

Publicado por Redação na sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018 | 16:57

Questões políticas e ciúme motivaram crime, diz polícia; vereador José Eduardo Alves da Silva (PR) nega.


(Foto: Reprodução/Facebook)

Um vereador foi preso nesta sexta-feira (09) pela Polícia Civil acusado de mandar matar o radialista Jefferson Pureza Lopes, 39 anos em Edealina, no sul de Goiás. A informação é do G1.

Segundo a polícia,  o vereador José Eduardo Alves da Silva (PR), de 39 anos teria planejado o crime por questões políticas e por a vítima ter se relacionado com a ex-mulher dele. O político nega, informou a corporação. Dois homens e um adolescente também foram detidos suspeitos de envolvimento no crime.

 (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O caseiro Marcelo Rodrigues Santos, de 39 anos, era amigo do vereador e intermediou o contato entre os executores e o mandante, segundo a investigação. Ele foi preso na fazenda em que trabalha, em Edealina. Entre os supostos executores do crime está um adolescente de 17 anos. Ele e o Leandro Cintra da Silva, de 23 anos, que seria dono de um lava jato em Aragoiânia, também na região sul do estado foram detidos pela polícia. O vereador teria pagado R$ 5 mil para aos executores.


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O vereador já vinha planejando a morte do radialista que resultou em duas tentativas frustradas. Segundo o G1, ao delegado responsável pelo caso, Quéops Barreto, o vereador tentou a primeira em janeiro de 2017, quando foi descoberto e desistiu de ordenar o crime. A segunda vez foi em dezembro do mesmo ano, após descobrir que a mulher, de quem tinha se separado no mês anterior, havia se relacionado com o Jefferson. Apesar das tentativas, ele negou ter concluído o plano.

Jefferson Pureza Lopes foi morto a tiros no dia 17 de janeiro na casa em que morava. Ele foi atingido por três tiros no rosto. O comunicador trabalhava na Rádio Beira Rio FM que, a cerca de três meses foi incendiada durante a madrugada. Ele apresentava um programa polêmico nessa emissora e os seus discursos não agradava os governantes da cidade.

Após a morte do jornalista, a Polícia Civil montou uma força-tarefa para investigar o crime, o que resultou na Operação Nuntius, realizada nesta manhã. A ação contou com 20 servidores das delegacias de Edealina, Acreúna, Rio Verde e do setor de inteligência.
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