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PM Ambiental identifica abatedouro clandestino em Cabeceiras

 Fiscalização encontrou couros, restos de animais e estrutura usada para o abate.

A Polícia Militar Ambiental identificou indícios de funcionamento de um abatedouro clandestino em uma propriedade rural de Cabeceiras. Segundo o registro policial, a carne de bovinos abatidos no local era comercializada em açougues da família responsável pela atividade.

A fiscalização ocorreu na tarde de quarta-feira (7), no Assentamento Lagoa das Pedras, nas proximidades do Parque de Vaquejada Djalma Paraíba. Os policiais foram até a propriedade após receberem uma denúncia sobre abates clandestinos de bovinos.

Durante a vistoria, a equipe encontrou uma estrutura utilizada para o abate e o processamento de animais, com facas, machado, recipientes para acondicionar carne e equipamentos para suspender carcaças durante a retirada dos cortes.

Também foram encontrados cerca de 20 bovinos em um curral, diversos couros submetidos à salga e uma cabeça de gado em avançado estado de decomposição. Conforme o registro da ocorrência, o local apresentava forte odor de restos de animais.

Foto mostra o gado


Após receber informações de moradores, os policiais foram até um dos açougues associados à família. No estabelecimento, que estava fechado, a equipe observou uma estrutura aparentemente utilizada para a secagem de carne.

Segundo o registro policial, o filho do proprietário, de 26 anos, informou aos militares que ele e o pai trabalhavam com compra e venda de gado e realizavam o abate de aproximadamente dois bovinos por semana na propriedade rural.

Ainda conforme o relato registrado pela polícia, a carne dos animais abatidos no local também era destinada à venda nos açougues da família. O jovem teria informado que os animais eram atordoados com machado ou marreta antes da sangria.

De acordo com as informações prestadas aos policiais, os restos dos animais eram colocados em um buraco na propriedade e depois queimados com gasolina. Os couros eram salgados para posterior comercialização.

O responsável identificado no registro reconheceu, segundo a polícia, que a atividade não possuía licença ambiental.

Propriedade já havia sido fiscalizada

A Polícia Militar Ambiental também entrou em contato com a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Segundo as informações repassadas pelo órgão, a propriedade havia sido fiscalizada em junho, quando foram lavrados autos de infração e apreendida carne considerada imprópria para comercialização e consumo.

Diante dos indícios encontrados, a polícia registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) relacionado à possível prática de crime ambiental por funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem a devida licença.

O caso foi encaminhado para as providências legais, com participação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente. As condições sanitárias do abate, da manipulação e da comercialização da carne também poderão ser apuradas pelos órgãos competentes.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da atividade e eventuais responsabilidades. Como a identidade dos envolvidos não foi informada, a reportagem não conseguiu localizar a defesa.

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