O prefeito Jacó Rotta, acompanhado da secretária municipal de Saúde, Walkíria Ferreira, se reuniu com os motoristas que atuam no transporte de pacientes para resolver o impasse registrado na segunda-feira (4).
Sem entrar em muitos detalhes, o prefeito informou que a situação foi resolvida e que, a partir desta quarta-feira (6), os horários das viagens serão ajustados conforme a necessidade das consultas e retornos dos pacientes.
O chefe do Executivo destacou ainda que todos os motoristas participaram da reunião, realizada na tarde desta terça-feira (5).
Um dos motoristas, que preferiu não se identificar, afirmou à reportagem que o encontro foi positivo e trouxe mudanças importantes.
Segundo ele, o modelo de pagamento também foi alterado. A gratificação que era paga anteriormente foi substituída pelo pagamento de horas extras.
Para o trabalhador, o novo formato é mais justo e organizado.
“Fica mais justo! Com a gratificação, a gente perdia muito, porque pagava um valor fixo e fazíamos o dobro em horas extras. Traduzindo: tínhamos prejuízo com essa gratificação”, relatou.
ENTENDA O CASO
Uma paralisação dos motoristas do transporte da saúde causou atrasos nas viagens para Goiânia, prejudicando pacientes que tinham consultas e até retirada de medicamentos agendados. A medida seria para cortar gastos devido ao momento delicado na economia.
Segundo relatos, o problema teria sido motivado pela retirada de gratificações, o que levou os motoristas a cumprirem apenas o horário regular de trabalho, impactando principalmente as viagens realizadas durante a madrugada.
Pacientes relataram prejuízos com a situação. Uma das reclamações aponta que uma consulta oncológica foi perdida após atraso na saída do transporte.
“Estamos esperando por essa consulta há muito tempo, e ele perdeu por causa do transporte.”
Outra ouvinte também relatou dificuldade no acesso a medicamento:
“Minha mãe também perdeu medicamento pra câncer que ela só pega em Goiânia, por causa desse transtorno.”

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