Pacientes que dependem do transporte público de saúde para atendimentos em Goiânia (GO) enfrentaram transtornos nesta segunda-feira (4) em Cabeceiras. O problema teria causado a perda de consultas e até de medicamentos importantes.
Uma das situações foi relatada por Keila, que afirmou que o pai perdeu uma consulta oncológica após atraso na saída da van que faz o transporte de pacientes.
Além dela, a ouvinte Rosicleia também relatou dificuldades. Segundo ela, a mãe deixou de receber um medicamento contra o câncer, que é disponibilizado apenas em Goiânia, devido ao mesmo problema no transporte. “Minha mãe também perdeu medicamento pra câncer que ela só pega em Goiânia, por causa desse transtorno”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Saúde apresentou uma justificativa para o ocorrido. Em resposta à reportagem, a secretária Walkíria Ferreira explicou que os motoristas estariam realizando as viagens apenas dentro do horário de plantão.
Segundo ela, a mudança ocorreu após a retirada de uma gratificação que era paga aos condutores para saírem antes do horário regular de trabalho. Ainda de acordo com a secretária, a situação já foi normalizada e o serviço voltou a funcionar normalmente.
A reportagem também procurou a Câmara Municipal para saber se o caso vinha sendo acompanhado. O presidente da Casa, Ronaldo Eletricista, confirmou a informação sobre a retirada das gratificações.
Ele afirmou que a medida foi adotada pelo prefeito como forma de redução de gastos, estabelecendo que os motoristas passem a cumprir jornada a partir das 7 horas da manhã. Segundo ele, a decisão acabou gerando impactos no atendimento de pacientes que precisam se deslocar para Goiânia, especialmente em casos prioritários.
Ainda de acordo com o presidente, o prefeito informou que pretende se reunir com os motoristas para buscar uma solução para o problema.
A reportagem entrou em contato com o prefeito e aguarda retorno. Não foi possível contato com os motoristas. O espaço segue aberto para manifestação.

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