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CABECEIRAS: Falta gás de cozinha, água mineral e alimentos nos mercados; transporte escolar está parado.

Publicado por Redação na sexta-feira, 25 de maio de 2018 | 11:35

Coleta do lixo pode ser interrompido na próxima segunda-feira (28) e outros maquinários da prefeitura também.


(Foto: Neire Gonçalves/Arquivo Pessoal)
A paralisação dos caminhoneiros que entrou para o quinto dia afeta o comercio em todo país, além de hospitais e farmácias. Em Cabeceiras não está sendo diferente. A gasolina e o álcool acabou em dois postos de combustíveis e apenas um, localizado no centro da cidade ainda tem o produto.

O posto informou na manhã de ontem (24) que poderia esgotar o seu estoque até às 14h, dependendo da demanda, mas ainda tem o combustível e filas de veículos continuam nesta manhã de sexta-feira. No entanto, a reportagem foi informada que o produto acaba hoje e só tem disponível a gasolina aditivada. Moradores de Formosa, a 64 quilômetros de Cabeceiras estão abastecendo os seus veículos neste posto pois o produto não se encontra mais nos postos do município. O preço do litro da gasolina não teve alteração, mantido em R$ 4,87.



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Posto no centro da cidade só tem gasolina aditivada (Foto: Matheus Antunes/Interativa87)


A falta de combustível também causa efeitos no setor de transportes públicos. Os ônibus que transportam alunos não saíram da garagem nesta sexta, segundo informou ao Conexão Interativa, Max Pablo, chefe da garagem municipal. Segundo ele, máquinas estão operando no limite e algumas estão paradas e a coleta do lixo poderá ser interrompida a partir de segunda-feira (28).

"A coleta de lixo na segunda irá parar, se a greve continuar. O óleo diesel no posto credenciado também acabou. Hoje mesmo precisamos fazer um serviço com a Patrol, mas não tem o diesel. O transporte da educação está parado. Hoje também para fazer a coleta do lixo tivemos que tirar o óleo diesel de uma maquina para colocar no caminhão da coleta", explicou Max Pablo

Os efeitos da paralisação dos caminhoneiros colocou em estado de atenção a Secretaria Municipal de Saúde que tomou medidas para evitar que as ambulâncias e vans fiquem sem combustível. De acordo com o secretário de saúde, Junior Romualdo, a previsão é que o estoque de gasolina e álcool dure por pelo menos dez dias.

"Tivemos que adotar algumas medidas para manter o funcionamento das ambulância e vans. Não estamos levando pacientes para consultas médicas em Goiânia. Mantemos apenas a locomoção de pacientes que precisam fazer hemodiálise, esses estão mantidos. Temos combustível para pelo menos dez dias", disse Junior Romualdo

Já começa faltar gás de cozinha e água em praticamente todos os mercados e mercearias da cidade. Prateleiras praticamente vazias e não a mais produtos nos estoques para reposição. Na área de frios, também tem falta de frangos.

(Foto: Neire Gonçalves/Arquivo Pessoal)
Consumidores estão enchendo o carrinho para estocar alimentos. O Portal Interativa87 entrou em contato com dez comerciantes e todos relataram falta de produtos nas prateleiras e para reposição.

(Foto: Neire Gonçalves/Arquivo Pessoal)
Galões de água vazios no depósito (Foto: Neire Gonçalves/Arquivo Pessoal)
Depósitos praticamente vazios (Foto: Neire Gonçalves/Arquivo Pessoal)
Produtos de limpeza e higiene pessoal também estão com estoques baixos (Foto: Neire Gonçalves/Arquivo Pessoal)

*Caminhoneiros mantêm protestos apesar do acordo com o governo

"Duas principais lideranças não aderem ao acordo do governo"

(Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)
Pelo acordo firmado ontem à noite entre o governo e representantes dos caminhoneiros, a paralisação será suspensa por 15 dias. Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias, enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.

O governo também prometeu uma previsibilidade mensal nos preços do diesel até o fim do ano, sem mexer na política de reajustes da Petrobras, e vai subsidiar a diferença do preço em relação aos valores estipulados pela estatal a cada mês. “Nos momentos em que o preço do diesel na refinaria cair e ficar abaixo do fixado, a Petrobras passa a ter um crédito que vai reduzindo o custo do Tesouro”, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

O governo também se comprometeu a zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o diesel até o fim do ano. Também negociará com os estados, buscando o fim da cobrança de pedágio para caminhões que trafegam vazios, com eixo suspenso. “Chegou a hora de olhar para as pessoas que estão sem alimentos ou medicamentos. O Brasil é um país rodoviário. A família brasileira depende do transporte rodoviário. Celebramos esse acordo, correspondendo a essas solicitações, dizendo humildemente aos caminhoneiros: precisamos de vocês”, disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Para cumprir a proposta de previsibilidade mensal nos preços do diesel até o fim do ano, o governo precisará negociar com o Congresso o projeto aprovado ontem na Câmara que zera o PIS/Cofins para o diesel. A ideia - apresentada nessa quinta-feira - é que o tributo não seja zerado, mas usado para compensar a Petrobras em tempos de alta no valor do barril do petróleo e para manter os preços estáveis.

Quanto ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que já tem projeto de alteração tramitando no Senado, o governo também precisaria negociar com os governadores, pois se trata de um imposto estadual. Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a discussão será sobre a alteração do cálculo desse imposto, que varia de acordo com o preço do combustível. Ou seja, se o diesel aumenta, o ICMS também aumenta.

“PIS/Cofins e Cide têm um valor fixo por litro. Como um dos problemas é a previsibilidade em função da política de preços, vamos conversar com os governos estaduais para discutir uma sistemática de cálculo do ICMS semelhante à do PIS/Cofins, ou seja, com uma base fixa”, disse Guardia.

A decisão de suspender a paralisação, porém, não é unânime. Das 11 entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro, duas delas, a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores, recusaram a proposta. O presidente da Abcam, José Fonseca Lopes, deixou a reunião no meio da tarde e disse que continuará parado. “Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. [...] vim resolver o problema do PIS, da Cofins e da Cide, que está embutido no preço do combustível”, afirmou Lopes.

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Valter Casimiro (Transportes) e o general Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) se sentaram à mesa com representantes dos caminhoneiros, em busca de uma trégua na paralisação, que afeta a distribuição de produtos em todo o país. Os ministros entendem que o governo e a Petrobras têm mostrado iniciativa suficiente.

Os representantes dos caminhoneiros pedem o fim da carga tributária sobre o óleo diesel. Eles contam com a aprovação, no Senado, da isenção da cobrança do PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre o diesel até o fim do ano. A matéria foi aprovada ontem pela Câmara e segue agora para o Senado. Caso seja aprovada, a isenção desses impostos precisará ser sancionada pelo presidente da República.


*Da Agência Brasil
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