Família suspeita de erro médico em atendimento hospitalar; resultado da perícia poderá ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.
A Polícia Civil e a Polícia Científica realizaram, na manhã desta quarta-feira (28), a exumação do corpo de uma mulher no Cemitério das Palmeiras, em Cabeceiras, no Entorno do Distrito Federal. O procedimento faz parte de uma investigação sobre a morte da paciente, ocorrida em 6 de agosto, no município de Buritis, em Minas Gerais.
De acordo com a delegada Lucilene Guimarães, a diligência foi solicitada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Minas Gerais e autorizada pela Justiça. A equipe de Goiás prestou apoio aos trabalhos, que tiveram como objetivo coletar material do corpo para a realização de exames periciais.
Segundo a delegada, o material será analisado por um médico-legista, e o laudo poderá contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte. Ela explicou que o procedimento foi realizado no próprio local do sepultamento, sem a necessidade de transportar o corpo para outro lugar.
A investigação é conduzida pelas autoridades de Minas Gerais. A Polícia Civil de Cabeceiras participou da diligência em apoio à equipe responsável pelo caso.
Família suspeita de erro médico
A mulher tinha 30 anos e era mãe de seis filhos, todos menores de idade, segundo a advogada Andressa Miranda, que representa a família da vítima.
De acordo com a advogada, os familiares suspeitam que a morte possa ter sido provocada por um erro médico durante o atendimento em uma unidade de saúde de Buritis. A suspeita, conforme relatado por ela, está relacionada a possíveis falhas no atendimento e a situações que teriam sido presenciadas pelos familiares no hospital.
Ainda segundo a advogada, não foi realizada necropsia na época da morte. Diante das dúvidas, a família procurou a Polícia Civil, registrou um boletim de ocorrência e apresentou informações que considera relevantes para a investigação.
A exumação foi solicitada para permitir a realização de exames que possam esclarecer o que aconteceu e verificar se há elementos que indiquem eventual erro médico.
Até o momento, não há confirmação de que tenha ocorrido falha no atendimento. A suspeita apresentada pela família deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis, com base nos resultados da perícia e nas demais informações reunidas durante a investigação.
A advogada afirmou que a expectativa é de que o resultado seja disponibilizado em um prazo relativamente curto. Durante a entrevista, ela estimou que o laudo poderia ficar pronto em aproximadamente 10 a 15 dias, mas não houve confirmação oficial desse prazo.
Os próximos passos da investigação dependerão das conclusões periciais. Conforme a advogada, os resultados poderão orientar eventuais medidas legais por parte da família.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, com participação do Ministério Público do estado. Não foram divulgadas informações sobre eventual responsabilização de profissionais ou da unidade de saúde.
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