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GOIÁS: Marconi Perillo é preso pela PF na operação que apura pagamento de R$ 12 milhões em propina pela Odebrecht

Publicado por Redação na quarta-feira, 10 de outubro de 2018 | 16:46


(Foto: Reprodução)

Na tarde desta quarta-feira (10), o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) foi preso enquanto prestava depoimento à Polícia Federal (PF) em operação que investiga pagamento de propinas em campanhas eleitorais.

Segundo informações do G1, o advogado dele, Antônio Carlos Almeida, conhecido como Kakay, confirmou e disse estar "perplexo" com a expedição do mandado. O depoimento de Perillo estava marcado para às 15h e ele teria chagado na sede da PF em Goiânia, cerca de 2 horas antes do horário previsto e entrado pelos fundos para evitar os jornalistas.

O ex-governador que disputou uma das vagas ao senado nas eleições deste ano, que acabou não conseguindo atingir o objeto, sendo o quinto mais votado com 416.613 mil votos, é considerado suspeito de receber R$ 12 milhões propina de empreiteiras para os pleitos eleitorais em 2010 e 2014. A data do depoimento foi marcada após a defesa de Marconi pedir à Polícia Federal que o político fosse ouvido após as eleições.

Ainda segundo o G1, a defesa divulgou uma nota sobre a prisão do política pela PF. Leia abaixo na íntegra.


"A Defesa de Marconi Perillo, perplexa, vem registrar a completa indignação com o decreto de prisão na data de hoje. O Tribunal Regional da Primeira Região ja concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF 1.

Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex Governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento. Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados.

A Defesa acredita no Poder Judiciário e reitera que uma prisão por fatos supostamente ocorridos em 2010 e 2014, na palavra isolada dos delatores, afronta pacífica jurisprudência do Supremo, que não admite prisão por fatos que não tenham comtemporaneidade.

Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no departamento de Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos."

Kakay

Operação Cash Delivery

Cinco pessoas foram presas quando a Operação foi deflagrada no dia 28 de setembro e cumpriu mandados em endereços ligados a Marconi Perillo. Foram presos Jayme Rincón, o filho dele, Rodrigo Godoi Rincón, Márcio Garcia de Moura – policial militar e motorista de Rincón –, o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e o advogado Pablo Rogério de Oliveira.

Depoimentos e escutas
Jayme Rincón, que é ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e foi coordenador financeiro de campanha eleitoral em 2010, disse em depoimento à PF que “recursos” para campanhas eleitorais de candidatos aliados foram entregues pela Odebrecht a seus motoristas no apartamento que tem em São Paulo.

Na ocasião ele também disse que esses valores eram “destinados, em sua maioria, para campanhas de candidatos aliados” e que “parte dos valores era oficializado com ajuda de empresas parceiras” – o que pode configurar lavagem de dinheiro, de acordo com a PF. Jayme disse ainda que “todo o montante destino à campanha de Marconi Perilllo foi legalizado”.

Escutas da Polícia Federal presentes no inquérito que culminou na Operação Cash Delivery, mostram um diálogo que, segundo a corporação, revela a entrega de R$ 1,2 milhão em propina da Odebrecht para campanhas de Perillo em 2010 e 2014. A informação é da TV Anhanguera que teria obtido o documento

Ainda segundo a emissora, outro documento, mostra que o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior, preso na mesma operação, confirmou à Polícia Federal que prestou serviços a uma empresa onde, segundo as investigações, foram entregues R$ 1,8 milhão da Odebrecht. Na ocasião, ele também disse nunca ter recebido nenhuma quantia ilícita da empreiteira.


Com informações do G1 Goiás
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