Tudo teve início em uma reunião agendada pelo vereador Batista Lima com o secretário de Segurança Pública, o deputado estadual Ernesto Roller. Após ser homenageado pelo presidente da Câmara de Cabeceiras, Minuca, com o título de Cidadão Cabeceirense — em sessão solene na inauguração da biblioteca digital, no dia 6 de novembro de 2009 —, Roller reuniu-se com as autoridades do município.
Na oportunidade, o vice-prefeito Lauri Philippsen reivindicou mais segurança devido ao furto de gado em sua fazenda. Segundo a polícia local, Philippsen teria dito que a Polícia Militar (PM) não estava trabalhando.
A declaração causou revolta no comandante regional, major Ricardo Rocha. Como consequência, a PM iniciou fortes operações na cidade, com abordagens de veículos nas principais ruas, aplicação de multas para condutores não habilitados e apreensão de automóveis com documentação atrasada.
O resultado foi o pátio da PM cheio de carros e motos, a maioria pertencente a agricultores da região. O comércio da cidade estagnou, uma vez que a economia local gira em torno da agricultura e da pecuária — os setores mais prejudicados com a intensa fiscalização no trânsito.
Lauri Philippsen e o vereador Batista Lima foram à rádio Interativa FM (87,9) para se defender das acusações. Segundo o vice-prefeito, houve uma má interpretação por parte da PM.
Apenas solicitei que aumentassem o número de policiais na cidade, pois o contingente atual não consegue atender a todo o município. Jamais disse que a nossa polícia não está trabalhando. Pelo contrário, acho que a nossa polícia faz mais do que pode, mas necessita de apoio e de mais homens. Eu já contribuí muito para ajudar. Apenas cobrei do nosso secretário mais apoio e uma estrutura maior para a corporação atender melhor a nossa região, além da necessidade de fiscalizar as entradas e saídas da cidade. Só não concordo com a forma pesada que a PM está usando para abordar o nosso povo, não diferenciando o cidadão de bem de suspeitos de crimes, concluiu Philippsen.
O vereador Batista Lima afirmou que apenas agendou a reunião e que não tem relação com o impasse.
Trabalho em função do povo, em qualquer que seja a circunstância, declarou o parlamentar.
Redação: Wanderson G. de Melo. Rádio Interativa FM 87,9.
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